Como foi o relato do torcedor do Flamengo sobre os protestos da torcida do Independiente Medellín (COL)?
Por: Pedro Paulo Catonho e Rodrigo Lima
O torcedor do Flamengo viajou até a Colômbia para assistir ao jogo contra o Independiente Medellín (COL), pela Libertadores. Porém, o que foi visto nas arquibancadas do Estádio Atanasio Girardot foram cenas de guerra por parte dos adeptos do time colombiano. Diante dessa situação, o Coluna do Fla conversou com um rubro-negro que estava presente no ‘local da ocorrência’.
Em contato com a reportagem do Coluna do Fla, Matheus Zidan relatou o que viveu antes e depois do cancelamento da partida. Logo de cara, o torcedor deixou claro que não entendeu muito bem o que iria acontecer no confronto por conta da pouca informação no estádio e disse que os rubro-negros ficaram por mais de uma hora e meia presos na arquibancada.
“Acabou que ficamos sem saber o que estava acontecendo, pois queríamos assistir ao jogo. A gente não sabia muito o que estava acontecendo, algumas coisas descobrimos por mensagens recebidas pelo pessoal do Rio de Janeiro dizendo que o jogo ia voltar, com portões fechados, mas a gente sabia que não iria acontecer isso”, disse, antes de finalizar:
“Ficamos mais de uma hora e meio preso no estádio, pois eles não saíam do estádio. Lá fora, ouvimos barulhos de bombas, pancadaria acontecendo… E quem permaneceu no estádio ainda estava com sinalizador, tacando bomba no gramado. A gente sabia que não tinha condições de jogo, só não sabia o que tempo que iríamos ficar lá dentro”, concluiu Matheus Zidan.
Outro ponto que chamou atenção foi para saber a integridade dos rubro-negros presentes ao estádio. Segundo Matheus Zidan, a polícia colombiana não teve qualquer tipo de diálogo com os torcedores do Flamengo e se sentiram bastante vulneráveis em relação a segurança.
“A polícia colombiana não interferiu positivamente e nem negativamente. Em nenhum momento, eles diziam o que estava acontecendo, não pediram calma, nem nada para a gente. A gente só sabia das notícias pelo cara que estava anunciando no microfone do estádio. Nem a polícia, muito menos a segurança do evento”, afirmou, antes de concluir:
“A torcida visitante lá no estádio não tem uma divisão, um tapume… não tem nada. A divisão era apenas uma fita e quatro ou cinco seguranças. Então, caso eles quisessem invadir a área visitante, não teria muito o que fazer, ia dar briga”, fechou Zidan.
COMO FOI A REAÇÃO DOS TORCEDORES DO MEDELLÍN DENTRO DO ESTÁDIO?
A revolta dos torcedores do Medellín estava direcionada apenas ao clube colombiano em si. Isso porque, na conversa com o Coluna, Matheus Zidan disse que os fãs da equipe da Colômbia pediam para que os rubro-negros se acalmassem nas arquibancadas, pois não era nada contra eles.
“A todo momento, diziam que não queriam briga com a gente. para a gente se acalmar, pois não era nada com a gente. Mas eles tacavam bombas no campo, sinalizador… Então, a gente acabou não ficando amedrontado, pois deixaram claro que não era com a gente”,
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P: Na saída do estádio até o caminho hotel, vocês viram alguma coisa que assustou ou deu medo?
R: Na saída do estádio, vimos muita depredação, barras de ferro no chão, grades de ferro no chão. E eu tive que dar a volta no estádio para chamar um transporte, pois não saímos na escolta da polícia. Eu e uns amigos saímos a pé do estádio, muitos policiais em volta do estádio.
Nessa volta que a gente deu, a gente encontrou alguns torcedores do Medellín, que nos pediram desculpas que o pelo que aconteceu. Deixou claro que era um protesto contra o clube, trataram a diretoria como uma vergonha.
R: Qual seu sentimento após esse ocorrido? Você deve ter feito um grande investimento para “nada”. Pensa em processar o Medellín ou a Conmebol?
P: Já entrei em contato com um advogado, que também estava no jogo, e ele disse que vai estudar o caso. É um caso de muita complexidade, pois a Conmebol é clara e culpada por não ter segurança no evento. Eu ganhei dinheiro com hospedagem e viagem, mas não teve evento.
Mas de primeiro momento, o entendimento é de que a Conmebol irá jogar a responsabilidade para o país, que vai acabar jogando para a torcida e para o Independiente Medellín. Estou voltando para o Brasil hoje, chego só amanhã, escala longa. Então, é uma viagem muito cansativa para não assistir nem 15 minutos de jogo.
COMO ESTÁ A SITUAÇÃO DO FLAMENGO NA LIBERTADORES?
Diante desse cancelamento, o Flamengo aguarda receber os três pontos por formato W.O. no confronto com o Medellín. Dessa forma, o Rubro-Negro carimba a vaga para a próxima fase da Libertadores de forma antecipada.



