Alexander Medina poupou titulares e viu o time perder para o San Lorenzo (ARG)
O técnico Alexander ‘Cacique’ Medina minimizou a derrota do Estudiantes (ARG) para o San Lorenzo (ARG) e voltou o discurso para o Flamengo. Com uma formação alternativa, o adversário rubro-negro perdeu por 2 a 1 no domingo (18), no Estádio UNO, pelo Torneo Clausura. Depois do jogo, o uruguaio afirmou que o time do Maracanã será outro.
— Sempre vencer é importante para o estado de ânimo. É uma realidade que hoje não jogou a totalidade da equipe, é outra competição, a grande motivação é jogar a semifinal da Libertadores —, afirmou Medina.
— Temos que nos concentrar no que realmente nos importa nestes dias, a Copa Libertadores. Vamos tentar vencer e nos classificar. É o grande objetivo como instituição e como equipe […]. Não estou preocupado, porque as análises têm que ser diferentes. Esta é uma equipe diferente da que vai jogar na quinta-feira. Nos interessa criar mais situações de gol —, completou.
A declaração ocorreu a quatro dias da volta da semifinal da Libertadores. Flamengo e Estudiantes decidem a vaga na final nesta quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Na ida, em La Plata, as equipes empataram sem gols.
Por que o Estudiantes jogou com reservas?
Medina poupou titulares pela segunda rodada seguida do Clausura. Antes da ida, o Estudiantes já havia escalado uma equipe toda reserva no empate por 2 a 2 com o Central Córdoba (ARG), fora de casa. Agora, a estratégia se repetiu diante do San Lorenzo.
Na derrota no Estádio UNO, Edwuin Cetré abriu o placar de pênalti ainda no primeiro tempo. Entretanto, Guzmán Corujo empatou antes do intervalo. Já nos acréscimos da etapa final, Facundo Gulli garantiu a virada do San Lorenzo.
Na entrevista, o treinador também fez autocrítica. Ele classificou a atuação como apagada e apontou finalizações ruins no segundo tempo. Além disso, atribuiu os dois gols sofridos mais a erros do próprio Estudiantes do que a méritos do rival.
O resultado complicou a briga do clube por vaga nos playoffs. Com 14 pontos, o time de La Plata ocupa a décima posição da Zona A. Ainda assim, Medina lembrou que restam nove pontos em disputa, contra Unión (ARG), Instituto (ARG) e Talleres (ARG). Segundo ele, a equipe completa terá condições de pontuar nesses jogos.
Medina quer criar mais do que na ida contra o Flamengo
Logo depois, o treinador reforçou que a semana gira em torno da Libertadores. Da mesma forma, afastou qualquer preocupação com a atuação de domingo.
Em La Plata, o Estudiantes teve as melhores oportunidades, enquanto o Flamengo terminou sem nenhuma finalização no gol. Depois daquele empate, Medina exaltou a organização defensiva do time e lamentou a falta de efetividade.
Além disso, o Estudiantes tem uma pendência na defesa. A Conmebol rejeitou a inscrição do zagueiro Marcos Rojo antes da ida. Em resposta, o clube anunciou que recorreria ao TAS para tentar reverter a decisão.
O que o Flamengo precisa para ir à final da Libertadores?
Como a ida terminou 0 a 0, uma vitória simples no Maracanã classifica qualquer um dos lados. Por outro lado, um novo empate no tempo normal levará a decisão para os pênaltis.
O Flamengo chega embalado ao confronto. No domingo, o time de Leonardo Jardim venceu o Bahia por 3 a 0, na Arena Fonte Nova. Jorginho, Plata e Lucas Paquetá marcaram os gols, todos no segundo tempo. Assim, o Rubro-Negro reassumiu a liderança do Brasileirão, com 67 pontos, um a mais que o Palmeiras.
Para quinta-feira, Jorginho volta a ficar à disposição na Libertadores depois de cumprir suspensão na ida. Arrascaeta e Danilo, por sua vez, seguem no departamento médico.
O duelo também marca o quarto encontro entre os clubes em 2026. Pela fase de grupos, houve empate por 1 a 1 em La Plata e vitória rubro-negra por 1 a 0 no Maracanã. O histórico completo do confronto favorece o Flamengo.
Antes da viagem ao Rio, Medina tem entrevista coletiva prevista para esta terça-feira (20). Atual campeão, o Flamengo segue invicto nesta edição da Libertadores. A ESPN transmite a partida em canal fechado.


