Torcida do Vasco cometeu atos de vandalismo no Maracanã após eliminação da Sul-Americana
Torcedores do Vasco deixaram um rastro de vandalismo no Maracanã na noite dessa terça-feira (20). O episódio ocorreu durante a derrota por 3 a 1 para o Boca Juniors (ARG), pela semifinal da Copa Sul-Americana. O Coluna do Fla obteve fotos de cadeiras quebradas, objetos danificados nos banheiros e adesivos espalhados pelo estádio.
Os adesivos trazem a frase “Síndico não é dono, o Maraca é nosso desde 50”. A mensagem provoca Flamengo e Fluminense, que formam a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária responsável pela gestão do Maracanã. Os registros obtidos pelo Coluna do Fla mostram os adesivos também dentro do estádio.
Até a publicação desta matéria, nem a concessionária nem o Vasco haviam divulgado balanço público dos danos.
Algumas imagens de como ficou o Maracanã após a eliminação do Vasco para o Boca Juniors, pela Sul-Americana.
Cadeiras e bebedouros quebrados e prejuízo ainda em fase de contabilização. O levantamento dos danos causados no estádio segue em andamento. @ColunadoFla https://t.co/EfRNHGWnVP
— Mônica Alves (@monicaalvesfs) October 21, 2026
VANDALISMO ACONTECE A 48 HORAS DE FLAMENGO X ESTUDIANTES
O episódio ganha peso porque o Maracanã recebe outra semifinal continental nesta quinta-feira (22). Às 21h30 (horário de Brasília), o Flamengo enfrenta o Estudiantes (ARG) pela volta da semifinal da Libertadores. Como a ida terminou 0 a 0, em La Plata, qualquer vitória coloca o Rubro-Negro na final. Por outro lado, um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
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— Mônica Alves (@monicaalvesfs) October 21, 2026
Antes disso, a Conmebol faz vistoria no estádio nesta quarta-feira (21). Enquanto isso, o elenco rubro-negro faz no Ninho do Urubu a última atividade completa antes de enfrentar o Estudiantes (ARG). Dessa forma, a concessionária tem pouco tempo para recuperar assentos e banheiros.
O intervalo curto entre as partidas, aliás, esteve no centro da disputa pelo estádio. A gestora trocou toda a grama entre 29 de setembro e 3 de outubro, após um evento da NFL. Desde então, defende um intervalo mínimo de 72 horas entre jogos. O duelo entre Vasco e Boca, porém, aconteceu 48 horas antes da partida do Flamengo.
ADESIVOS REMETEM À BATALHA JUDICIAL PELO MARACANÃ
A provocação dos vascaínos faz referência a cerca de três semanas de disputa judicial pelo estádio. Em 5 de outubro, a primeira instância negou a liminar do Vasco. Depois, em 9 de outubro, o desembargador Marco Antônio Ibrahim mandou a concessionária liberar o Maracanã.
No dia seguinte, a desembargadora Suely Lopes Magalhães suspendeu a ordem. Em 13 de outubro, entretanto, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto restabeleceu a autorização. Na sexta-feira (16), o presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, não conheceu do pedido da concessionária. Por fim, o colegiado do TJRJ derrubou por unanimidade a liminar do consórcio na segunda-feira (19).
Ao longo do processo, a Polícia Militar e o Ministério Público apontaram o Maracanã como a opção mais segura para o confronto. Já a Fla-Flu Serviços usou a preservação do gramado como principal argumento para negar o pedido.
BOCA JUNIORS ELIMINA O VASCO DA SUL-AMERICANA
Dentro de campo, o Vasco desperdiçou a vantagem conquistada na ida. O time de Pedro Emanuel havia vencido por 1 a 0 na Bombonera, em 13 de outubro, e jogava pelo empate. Contudo, Di Lollo abriu o placar aos 3 minutos, e Merentiel ampliou aos 33.
Na etapa final, Puma Rodríguez descontou aos 20 minutos. Mesmo assim, Leandro Paredes fechou o placar aos 42, em chute de fora da área com falha de Léo Jardim. Assim, o Boca avançou com 3 a 2 no agregado e aguarda o vencedor de Atlético-MG x Montevideo City Torque (URU).
No total, 66.026 torcedores estiveram no Maracanã. Após a eliminação, o Vasco volta a campo no sábado (24), às 18h30 (de Brasília), contra o Corinthians, pela 32ª rodada do Brasileirão. Depois, recebe o Flamengo em 29 de outubro, também pelo Campeonato Brasileiro.



