Maracanã vai receber jogo do Flamengo x Estudiantes (ARG)
A Fla-Flu Serviços S.A. começou a recuperar o gramado do Maracanã minutos depois da eliminação do Vasco na Copa Sul-Americana. Na noite de terça-feira (20), o time cruzmaltino perdeu para o Boca Juniors (ARG) por 3 a 1 e caiu na semifinal.
A pressa tem destino certo. O Flamengo recebe o Estudiantes (ARG) no Maracanã nesta quinta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília), pela volta da semifinal da Libertadores. Entre uma partida e outra, o intervalo é de apenas 48 horas.
Segundo reportagem do Lance!, que acompanhou o trabalho no estádio, os profissionais entraram em campo assim que o jogo terminou. Primeiro, duas máquinas de corte ajustaram o acabamento da grama. Em seguida, a equipe instalou estruturas de grande porte com lâmpadas de LED da SGL.
Esse sistema estimula um crescimento mais uniforme da grama e acelera a recuperação do piso depois das partidas. Além disso, a Conmebol tem vistoria prevista no Maracanã para esta quarta-feira (21), véspera do duelo que vale vaga na final continental.
Maracanã foi o centro da briga judicial com o Vasco
O estado do campo sustentou toda a resistência da concessionária. Em 28 de setembro, a empresa negou o pedido do Vasco para mandar a semifinal no estádio. Na época, a gestora citou a quantidade de partidas e o desgaste do gramado.
A Fla-Flu Serviços também alegou que o jogo criaria uma sequência de três partidas em cinco dias. Antes disso, a empresa havia trocado toda a grama entre 29 de setembro e 3 de outubro, logo depois de um evento da NFL.
Mesmo assim, o Vasco venceu a queda de braço nos tribunais. Na quinta-feira (15), o presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, rejeitou o pedido da concessionária. Depois, na segunda-feira (19), o Órgão Especial do TJRJ confirmou por unanimidade a partida no Maracanã.
Nem a última tentativa de Flamengo e Fluminense para tirar o jogo do estádio mudou o desfecho. Ao longo do processo, o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) apontaram o Maracanã como a opção mais adequada. A concessionária, por sua vez, defendia o Estádio Nilton Santos como alternativa.
A decisão também afetou o basquete rubro-negro. Por causa dela, o clássico entre Flamengo e Botafogo, pelo Novo Basquete Brasil (NBB), deixou o Maracanãzinho e mudou para o Tijuca Tênis Clube.
Diretoria do Flamengo já demonstrava incômodo
O desgaste do campo preocupava a diretoria rubro-negra antes mesmo da semifinal da Sul-Americana. Na terça-feira (13), na Argentina, o diretor de futebol José Boto comentou o assunto antes da partida de ida contra o Estudiantes:
— Essa questão do Vasco, isso eu deixo para as pessoas da diretoria, com o presidente. É óbvio que preocupa o gramado e preocupa também um pouco preparar uma casa, pagar pela casa e ir outra pessoa usar a casa para fazer uma festa —, afirmou o dirigente português.
Dentro de campo, porém, o piso não virou assunto na terça-feira (20). Isso porque, jogadores e treinadores sequer comentaram o gramado depois da partida. Vale ressaltar que, recentemente, o campo do Maracanã recebeu a variedade Bermuda Celebration na última troca. A partir de 2027, o Maracanã passará a contar com a grama Celebration Hybrid, considerada mais moderna.
O que está em jogo para o Flamengo no Maracanã?
Na ida, em 15 de outubro, o Rubro-Negro empatou em 0 a 0 com o Estudiantes, em La Plata. Por isso, qualquer vitória no Rio coloca o Flamengo na final da Libertadores. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Já o time argentino avança com qualquer vitória.
O retrospecto no estádio favorece os cariocas. O Flamengo nunca perdeu para o Estudiantes no Maracanã, com três vitórias e um empate em quatro jogos. Em maio, pela fase de grupos, o time venceu o rival por 1 a 0, com gol de Pedro.
Quem avançar enfrenta Palmeiras ou Fluminense na decisão, em 28 de novembro, no Estádio Centenario, em Montevidéu, no Uruguai. Enquanto isso, a rivalidade local segue no calendário. Flamengo e Vasco voltam a se enfrentar em 29 de outubro, pelo Brasileirão, com mando vascaíno.



