Gabigol deu azar de viver em uma era de exposição, enquanto Adriano tinha dificuldades com horários
O Flamengo teve vários jogadores carismáticos ao longo da história. Entre os exemplos, Adriano e Gabigol marcam o passado recente do clube. Para Marcos Braz, ex-dirigente do Mengão, ambos são atletas especiais com temperamento difícil de lidar.
— O Gabigol nunca chegou atrasado a um treino, não me recordo. Treinava muito e era o último a sair. Talvez para não ser injusto nessa comparação, talvez o Gabriel seja o mais difícil pelo mundo atual, pela exposição que vivemos hoje. É o mundo da tecnologia, das filmagens, das redes sociais -, destacou Marcos Braz, que acrescenta:
— Eu fiquei mais tempo com o atacante. É mais do que natural o jogador me dar mais trabalho porque fiquei mais tempo com o centroavante. Mas eu sempre tive facilidade na tratativa com esses profissionais -, afirmou ao ‘GE’.
O que Braz tem a ver com Gabigol e Imperador?
Atualmente no Remo, Marcos Braz trabalhou nos bastidores do Flamengo de 2006 a 2024. Então, o dirigente presenciou Adriano Imperador protagonizar no título do Brasileirão e, mais tarde, viu de perto Gabigol conquistar a América duas vezes.
Então, Imperador se atrasava?
Didico, na verdade, tinha um problema sério com horários. Na última passagem de Adriano no Flamengo, em 2012, o craque chegou a perder seis compromissos. O Fla não teve outra alternativa senão rescindir com o ídolo.
As polêmicas de Gabigol tinham mais a ver com depoimentos, posicionamentos e redes sociais. Gabriel, por exemplo, chegou a perder a braçadeira e a camisa 10 do Mais Querido por ser visto com o uniforme do Corinthians.



