A goleada do Flamengo sobre o Vitória, por 8 a 0 no Maracanã, na segunda-feira (25 de agosto), gerou repercussão em todo o país. O resultado foi o mais elástico do Brasileirão na era dos pontos corridos e expôs a fragilidade do time baiano. Por outro lado, confirmou o domínio da equipe comandada por Filipe Luís, que voltou a exibir um futebol envolvente e eficiente.
A atuação arrasadora foi destacada pela imprensa e por ex-jogadores. Entre eles, Rivellino, ídolo histórico do Corinthians e campeão mundial de 1970, que aproveitou participação no programa Cartão Verde, da TV Cultura, para exaltar o meio-campo rubro-negro. Segundo ele, o trio formado por Arrascaeta, Jorginho e Saúl lembra a magia de um dos maiores times da história do futebol europeu.
O ex-meia ressaltou a diferença da proposta de jogo flamenguista em relação às exigências modernas de marcação. Para Rivellino, a fluidez apresentada contra Vitória e Internacional remete a Johan Cruyff, referência da escola ofensiva.
“Eu só vejo falarem de marcação, que até o centroavante tem que marcar. Aí vem o Filipe Luís e arma o meio de campo que ninguém marca. Vai me desculpar, não vem me falar que o Jorginho e Saúl são marcadores, e o Arrascaeta então, nem pensar. Três jogadores competentes com a bola. Me fez voltar no tempo um pouquinho, ao time do Barcelona com o Cruyff. Porque eles ocupam espaço. A bola ninguém rouba, ela vem de graça”.
O comentarista ainda destacou a solidez dos meias quando têm a posse. Para ele, a naturalidade nos passes decisivos é o que diferencia o Flamengo neste momento do campeonato.
“Quando o Flamengo ganha essa bola, esses três não perdem. A bola não vai de graça para o adversário. Eles têm a facilidade do toque e sempre deixam um companheiro na cara do gol. O que eles fizeram contra o Internacional e agora com o Vitória… Meu Deus… Me agrada! A qualidade desses três é fantástica!”.
Dentro de campo, a noite no Maracanã foi dura para os visitantes. O Vitória sofreu dois gols nos quatro primeiros minutos após falhas do goleiro Lucas Arcanjo. O cenário se agravou com o gol de Arrascaeta ainda no primeiro tempo, tornando a estreia do jovem Wendell, de 19 anos, quase imperceptível. O árbitro, inclusive, encerrou a etapa inicial antes dos 45 minutos devido à fragilidade da partida.
No segundo tempo, a goleada se ampliou de forma avassaladora. Com oito minutos, o placar já marcava 7 a 0. Bruno Henrique converteu um pênalti e fechou o marcador em 8 a 0. A derrota entrou para a história dos 126 anos do Vitória como uma das mais pesadas já sofridas pelo clube.
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