João Eduardo Lago Magalhães colocou Paquetá na Justiça
Meio campo do Flamengo, Lucas Paquetá virou alvo do goleiro João Eduardo Lago Magalhães, de 23 anos, na Justiça. O arqueiro processa o rubro-negro por supostamente não ter recebido salário de R$ 1 mil por mês. Ainda, o atleta diz ter sido registrado na carteira de trabalho por ter atuado no time Paquetá Sports, de futebol 7, durante dez meses. Além dos vencimentos, há cobranças por bônus de vitórias, férias e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Na primeira disputa, Paquetá levou a melhor. Porém, no último dia 09 de março, o goleiro recorreu e pede R$ 66 mil em verbas e multas trabalhistas, além de indenização por danos morais. Ainda não há data para o novo julgamento. Apesar da insistência, a situação está ruim para João.
O goleiro tentou provar que jogou no Paquetá Sports com fotos de treinos publicados nas redes sociais e mensagens de texto, mas a 12a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro do TRT-1 entendeu que as imagens não são suficientes. João garante que jogou na equipe de setembro de 2023 a julho de 2024.
PORTANTO, O QUE DISSE JOÃO?
João contou ao Metrópoles que a jornada era de segunda a sexta, seis horas por dia, e salário fixado em R$ 1.320. O goleiro contou que não assinou contrato de trabalho e nem formalizou valores acordados.
“O pagamento em si não era tão interessante para mim. O pagamento era o mínimo que a gente tinha acordado: R$ 1 mil é uma ajuda de custo, né? A questão é que a gente ainda tinha um valor a receber de 10% a cada jogo ganho e os jogos eram de, no mínimo, R$ 20 mil. Eu ficava mais pelo valor dos jogos. (…) Não tinha contrato, não (tinha formalização). O que tinha era o que consta no processo: as mensagens, os acordos…”, afirmou João Lago.
“O termo ‘treinar’ por si só tende a não indicar uma situação de vinculação típica de relação de emprego, reforçando que a mera participação em atividades de treinamento não configura, isoladamente, subordinação ou habitualidade necessárias ao vínculo empregatício. Tal circunstância demonstra que a alegação de rescisão indireta encontra-se em contradição com sua própria conduta, reforçando a insuficiência probatória para o reconhecimento do vínculo e das consequências trabalhistas pretendidas”, escreveu o juiz do Trabalho Gustavo Farah Correa.
QUAIS SÃO OS OUTROS ALVOS DO PROCESSO, AFINAL?
Além de Lucas Paquetá, João processou a mãe e o irmão do meia do Flamengo, Cristiane Tolentino Coelho e Matheus Paquetá; e a empresa Paquetá 10 Esportes Ltda e LPaquetá Agenciamento em Esporte Ltda. Em resumo, a equipe que representa o meia do Mengão não se pronunciou sobre o caso.



