Volante chileno conta que consultou Bruno Henrique antes de entregar a cobrança ao amigo colombiano
Erick Pulgar revelou como o Flamengo escolheu o batedor do pênalti que derrotou o Atlético-MG por 3 a 2, na segunda-feira (26), no Maracanã. Segundo o volante, Jorge Carrascal pediu a bola. Contudo, antes disso, o chileno consultou Bruno Henrique antes de liberar a cobrança. O atacante recusou, e o colombiano converteu a penalidade no último lance da partida.
O relato ganha peso pelo momento do elenco. Quatro dias antes, o Fla caiu nos pênaltis diante do Estudiantes (ARG), na semifinal da Copa Libertadores. Naquela noite, o goleiro Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique. Desta vez, porém, Carrascal assumiu a responsabilidade e devolveu a liderança do Brasileirão ao Rubro-Negro.
Após o jogo, Erick Pulgar falou sobre a amizade com o Jorge Carrascal. Além disso, o chileno detalhou a conversa na marca da cal antes do amigo colombinano ir para a cobrança.
Bom, como ele disse, somos muito amigos fora de campo e dentro de campo também. Na hora do pênalti, eu peguei a bola para proteger a marca do pênalti, e ele me disse: “Estou confiante, quero bater”, aí eu falei: “Espera, vou conversar com o Bruno para ver o que ele acha”. Perguntei ao Bruno, e ele disse que não ia bater. Então, ele bateu e conseguiu fazer o gol. Isso me deixa feliz, muito feliz, porque ele é um grande jogador, se dedica muito e também é muito importante para o grupo. Então, vamos seguir em frente.
Como foi o pênalti que deu a vitória ao Flamengo?
O time mineiro abriu o placar com Bernard ainda no início do jogo. Em seguida, Gonzalo Plata e Arrascaeta viraram para o Flamengo antes do intervalo. Na etapa final, entretanto, Renan Lodi empatou para o time de Eduardo Domínguez.
A decisão ficou para os acréscimos. Lodi derrubou Léo Pereira dentro da área, e a arbitragem marcou a penalidade. Os jogadores do clube de Belo Horizonte, contudo, reclamaram muito do lance. Foi nesse cenário que Pulgar segurou a bola junto à marca, como ele mesmo relatou.
Àquela altura, Jorginho, Arrascaeta e Pedro já tinham deixado o campo. Bruno Henrique, que entrou no lugar de Pedro, preferiu não bater. Assim, Carrascal pegou a bola e superou o goleiro Gabriel Delfim, que chegou a acertar o canto.
Com o resultado, o Mais Querido chegou a 70 pontos e ultrapassou o Palmeiras, que tem 69. Além disso, Carrascal deu sua versão da cobrança e afirmou que assumiu o risco por se sentir confiante.
Qual é a relação entre Pulgar e Carrascal?
A parceria entre o chileno e o colombiano vai além do gramado. Em março, durante a Data FIFA, Pulgar comentou uma foto de Carrascal pela seleção colombiana e pediu, em tom de brincadeira, a “contratação” do amigo. Na ocasião, o meia vestia a camisa 8 da Colômbia.
O elogio público também chega em um momento de afirmação do camisa 15. Contratado junto ao Dínamo de Moscou (RUS) em 2025, Carrascal viveu um primeiro semestre turbulento, com cartões vermelhos e cobranças da torcida. Depois da Copa do Mundo, no entanto, o colombiano recuperou espaço e decidiu o Fla-Flu de 11 de outubro.
Pulgar, por sua vez, segue como titular de Leonardo Jardim e jogou os 90 minutos contra o time mineiro. Na mesma noite, o volante também admitiu surpresa com o apoio da torcida no Maracanã.
Carrascal joga o próximo jogo do Flamengo?
Apesar do protagonismo, Carrascal não enfrenta o Vasco. O meia entrou no lugar de Plata no segundo tempo e levou amarelo por falta em Natanael. Como era o terceiro cartão, o camisa 15 cumpre suspensão automática no clássico.
Danilo também está fora, porque se recupera de uma cirurgia para corrigir fraturas na mandíbula. Enquanto isso, Saúl, Evertton Araújo e Anthony Valencia, ausentes contra o Atlético-MG, passam por avaliação.
O Flamengo visita o Vasco nesta quinta-feira (29), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos, pela 33ª rodada do Brasileirão. Neste ínterim, o Palmeiras enfrenta o Santos na quarta (28), às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro. Dessa forma, o time de Jardim entra em campo sabendo, novamente, se ainda ocupa a liderança.



