Clube argentino diz ter cumprido todos os prazos e se apoia na liminar do TAS
O Estudiantes (ARG) minimizou a reclamação do Flamengo contra a escalação de Marcos Rojo na semifinal da Libertadores. Segundo o portal 0221, de La Plata, a diretoria trata o caso com tranquilidade e garante que agiu dentro do regulamento.
Na sexta-feira (23), o veículo informou que o clube ainda não havia recebido comunicação oficial sobre o pedido rubro-negro. Além disso, os dirigentes afirmam que cumpriram todos os trâmites dentro dos prazos estabelecidos.
A diretoria também sustenta que a Conmebol avalizou a participação do defensor. A entidade, porém, havia rejeitado a inscrição antes da ida. Rojo só entrou na Lista de Boa Fé por determinação do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
Por isso, o Estudiantes entende que uma eventual ação do Flamengo não muda sua situação. Na avaliação do clube, o zagueiro pode disputar a final enquanto nenhuma decisão alterar o cenário atual.
Estudiantes já foi notificado, diz imprensa argentina
A versão de que não havia comunicação oficial, contudo, perdeu força nas horas seguintes. O jornal La Nación informou que o clube já recebeu a notificação. Segundo veículos de La Plata, a Unidade Disciplinar da Conmebol abriu um expediente sobre o caso.
Agora, o Estudiantes tem até as 18h de segunda-feira (26) para apresentar sua defesa. O jornalista argentino Germán García Grova antecipou o prazo ao revelar a reclamação do Flamengo.
Mesmo assim, o discurso em La Plata não mudou. De acordo com o La Nación, a confiança dos dirigentes vem da origem da autorização. Para eles, a queixa não tem base legal, já que a decisão partiu do TAS, instância superior à Conmebol.
A estratégia do Estudiantes passa por estender os prazos do processo. Dessa forma, a decisão definitiva chegaria somente depois da final. A Conmebol deve aguardar uma resolução firme do TAS antes de julgar o mérito.
O que o Flamengo alega na Conmebol
O Flamengo formalizou a reclamação na sexta-feira (23), um dia após a eliminação. O clube pede a vitória no jogo de volta com base no artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol. Esse dispositivo prevê derrota por 3 a 0 à equipe responsabilizada por uma infração.
A tese rubro-negra se apoia na própria Conmebol. Antes da ida, em 15 de outubro, a entidade rejeitou a inscrição de Rojo. O Estudiantes pretendia usar a vaga do volante uruguaio Gabriel Neves, que sofreu uma fratura. Entretanto, a Conmebol entendeu que as regras de transferência da Fifa não permitiam o registro fora da janela.
Depois, o clube argentino recorreu ao TAS e obteve a liminar na quarta-feira (21), véspera do jogo no Rio. A medida, porém, tem caráter provisório. O Flamengo entende que a decisão atribuiu ao Estudiantes a responsabilidade pela escalação.
No Rubro-Negro, a iniciativa é vista como a preservação de um direito. O regulamento exige que o clube conteste uma possível irregularidade em até 24 horas após a partida. Uma fonte ligada à diretoria resumiu a posição do clube:
“Não tem ninguém querendo virar mesa, mas é um direito”, afirmou.
Além disso, o Flamengo usa o caso Carlos Sánchez como precedente. Em 2018, a Conmebol puniu o Santos com derrota por 3 a 0 após reclamação do Independiente (ARG). Naquela ocasião, o meia uruguaio ainda tinha suspensão pendente quando entrou em campo.
Julgamento no CAS e final contra o Palmeiras
Rojo, de 36 anos, voltou ao clube que o revelou após rescindir contrato com o Racing (ARG). No Maracanã, ele começou como titular e deixou o campo no segundo tempo. Na quinta-feira (22), as equipes empataram por 0 a 0, e os argentinos venceram por 3 a 2 nos pênaltis.
Enquanto isso, o caso também segue aberto no tribunal suíço. O CAS marcou o julgamento do caso Rojo para 12 de novembro. A data fica 16 dias antes da decisão continental.
A final está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Palmeiras, que eliminou o Fluminense nos pênaltis, aguarda o adversário. Por enquanto, o Estudiantes mantém a vaga conquistada em campo e conta com Rojo enquanto a liminar estiver em vigor.
O Flamengo, por sua vez, avalia enviar uma comitiva à Suíça para acompanhar o julgamento. Depois de receber a defesa argentina, a Conmebol poderá analisar os documentos e decidir sobre o pedido rubro-negro.


