Justiça do Distrito Federal recusou recurso de Bruno Henrique
Bruno Henrique sofreu uma derrota extracampo na última quarta-feira (10). O atacante recorreu de uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. O órgão apontou o jogador como réu por estelionato por conta da acusação de supostamente ter forçado um cartão amarelo em 2023, contra o Santos. Porém, a solicitação não adiantou.
“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal, cuja aferição, em sede de recurso especial, não pode exigir reexame de provas, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ”, afirmou um trecho da decisão do desembargador Jair Soares.
Os representantes de Bruno Henrique argumentaram que a acusação de estelionato não procede, pois, na visão da defesa, as casas de apostas seriam as vítimas dos crimes, e nenhuma prestou queixa contra o atacante do Flamengo. Contudo, o desembargador não entendeu dessa forma.
OUTROS RECURSOS FORAM JULGADOS?
A Justiça do Distrito Federal também declinou os recursos do irmão de Bruno Henrique, Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada do atleta, Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas, que seguem réus por estelionato. Os citados são apontados como beneficiados com o cartão do jogador.
COMO ACABOU O CASO BRUNO HENRIQUE?
Na reta final do Brasileirão 2023, Bruno Henrique levou um cartão contra o Santos, nos instantes finais da partida. Três casas de apostas identificaram um número anormal de ‘investimento’ nesta advertência, e o caso passou a ser investigado.
No campo esportivo, Bruno Henrique acabou punido com multa, mas escapou da exclusão do futebol. Afinal, o jogador justificou que recebeu o cartão amarelo como estratégia de jogo, pois estava pendurado com dois cartões e o duelo com o Palmeiras, rival direto pelo título, estava perto de acontecer.



