Prestianni cobriu a boca para chamar Vini Jr de ‘macaco’ durante jogo da Champions League
No dia 17 de janeiro, durante confronto entre Real Madrid (ESP) e Benfica (POR), Vini Jr foi alvo de ofensas racistas de Gianluca Prestianni. Por conta do racismo, o jogador argentino foi punido pela UEFA com seis jogos de suspensão e, com isso, pode acabar perdendo as duas primeiras partidas da Copa do Mundo 2026.
Isso porque, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu que a suspensão ao argentino Gianluca Prestianni deve ter efeitos mundiais. Desse modo, se o jogador for convocado para Copa do Mundo, perderá os dois primeiros jogos do torneio. Vale destacar que o atleta esteve presente na lista de Lionel Scaloni para os amistosos de março.
Prestianni precisará cumprir os seis jogos de suspensão?
Não! A pena imposta pela UEFA foi de seis partidas, mas com três delas em ‘condicional’. Ou seja, o jogador cumprirá apenas três jogos de suspensão em torneio internacionais, desde que não volte a cometer a mesma infração em dois anos.
Vale destacar que Prestianni ficou de fora do segundo jogo contra o Real Madrid, após ser punido preventivamente pela UEFA. Desse modo, o jogador do Benfica terá que cumprir apenas mais duas partidas de suspensão para ficar apto a entrar em campo.
O que aconteceu entre Prestianni e Vini Jr?
O Real Madrid venceu o Benfica por 1 a 0, pelo jogo de ida dos playoffs da Champions League, em um duelo marcado pela ofensa racial de Prestianni a Vini Jr. O incidente ocorreu logo no início do segundo tempo, quando o ex-Flamengo marcou um golaço e iniciou uma discussão com o argentino após a comemoração.
Depois das ‘trocas de farpa’, Vini Jr reportou a ofensa racial ao árbitro Benoît Bastien, que ativou o protocolo antirracismo e interrompeu o confronto por dez minutos em Lisboa. Posteriormente, o Real Madrid formalizou a denúncia à UEFA, com o envio das provas do ocorrido.
Durante o processo, Prestianni admitiu o uso do termo “maricón”, mas negou a ofensa racial “mono” relatada por Vinícius Júnior. Apesar da negativa sobre o racismo, a UEFA utilizou a confissão do insulto homofóbico para enquadrar o argentino em “conduta discriminatória”.



