Atualmente no Cruzeiro, Bruno Spindel parabenizou a CBF pela novidade
Nos tempos em que esteve como dirigente do Flamengo, Bruno Spindel contratou nomes como Varela, Erick Pulgar, Vidal, Plata, De La Cruz e muitos outros estrangeiros. Agora no Cruzeiro, o executivo de futebol do time mineiro celebrou o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reduzir o limite de gringos no país.
— Primeiro parabenizar a CBF pelo trabalho de vanguarda e excelência na modernização do futebol brasileiro. Foi muito produtivo para incentivar mais as divisões de base e os atletas jovens brasileiros nas listas de inscrições e quantidade de estrangeiros —, disse Bruno Spindel.
— Sempre precisamos tomar muito cuidado com os estudos. Acredito que, tomando as medidas certas do ponto de vista de outras atitudes que têm que vir em conjunto, como essa mudança dos estrangeiros, a gente pode ter mais minutos para jovens brasileiros. Se a gente tomar essas medidas em conjunto, que elas foram debatidas, isso pode ser positivo para o desenvolvimento dos jovens atletas —, acrescentou Spindel.
Ironicamente, o Cruzeiro tem oito estrangeiros no atual elenco. São eles: Matías Viña (Uruguai), Gabriel Rojas (Argentina), Lucas Villalba (Argentina), Lucas Romero (Argentina), Lucho Rodríguez (Uruguai), Sinisterra (Colômbia), Neiser Villarreal (Colômbia) e Keny Arroyo (Equador).
O QUE MUDOU NO FUTEBOL BRASILEIRO?
Atualmente, cada time pode relacionar nove jogadores por partida no Brasileirão. Porém, em reunião realizada na CBF na segunda-feira (21), houve um acordo para redução gradual. Assim sendo, em 2027 serão permitidos oito gringos, sete em 2028, seis em 2029 e, enfim, cinco a partir de 2030.
Apenas dois clubes da Série A do Brasileirão votaram contra: Flamengo e Bahia. Atualmente, o Rubro-Negro conta com dez estrangeiros: Rossi, Joaquín Freitas, Gonzalo Plata, Anthony Valencia, Erick Pulgar, Arrascaeta, Varela, De La Cruz, Carrascal e Saúl.
FLAMENGO ‘DERROTADO’ NA REUNIÃO
Além de ser voto vencido na questão dos estrangeiros, o Flamengo teve outra ‘derrota’ no diálogo na CBF. Isso porque, o presidente Bap pediu para que houvesse debate sobre o fim da limitação de transações internas após 12 jogos no Brasileirão. Porém, as partes envolvidas não quiseram abordar a questão.
— Surpreendente a opinião do Spindel. Contratou tanta gente de fora no tempo em que ficou no Flamengo. Agora, no Cruzeiro, dirige oito atletas de fora. Como pode ele ser a favor dessa redução? Enfim, máximo respeito a ele, mas soa incoerente —, opinou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.


