Presidente do Palmeiras é adepta dos clube-empresa (SAF)
Leila Pereira encerrou qualquer possibilidade de buscar nova eleição no Palmeiras após o fim do mandato de presidente, em 2027, e admitiu o desejo de comprar um clube-empresa. A mandatária justificou a postura pela falta de paciência com processos eleitorais, ao afirmar que prefere não precisar de votos.
A declaração de Leila Pereira ocorre dois meses após o Vasco encaminhar a venda da SAF para Marcos Faria Lamacchia, enteado da dirigente. O negócio é avaliado em pouco mais de R$ 2 bilhões.
— Não iria para outro clube, não. Por enquanto, não. Mas, no futuro… Eu acredito em clubes-empresas. Pode ser que no futuro eu seja dona de um clube. Olha que espetáculo, você não precisar pedir voto. Eu não tenho mais essa paciência -, disse, em entrevista ao podcast POD_i, da Globonews.
Questionada sobre a compra do Vasco, Leila Pereira desconversou sobre o assunto. Em contrapartida, elogiou o familiar. Vale lembrar que o acordo com o clube cruzmaltino é para a transferência de 90% dos ativos do departamento de futebol.
— Eu não tenho nada com isso. O meu enteado está negociando com o Vasco, sim. Meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É totalmente independente. É uma pessoa correta. Eu não inspiro só mulheres, eu também inspiro homens. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. É uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Acho um grande negócio. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo -, disse.
CONFLITO DE INTERESSES?
Vale lembrar que a relação entre a família de Leila Pereira e o Vasco vêm levantando debates no futebol brasileiro. Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, rasgou o verbo recentemente sobre o tema, citando a possibilidade de ‘propriedade cruzada’ (quando um mesmo grupo econômico ou pessoa exerce controle sobre dois clubes na mesma liga) e apontou conflito de interesses. Isso porque, a Crefisa, presidida por Leila, havia feito um empréstimo milionário ao o clube de São Januário anteriormente usando ações da SAF como garantia.
— Vamos falar especificamente do caso de Palmeiras e Vasco. No mundo inteiro, tem soluções em que fica muito claro que não é possível ser dono de dois clubes. ‘Ah, mas ali não tem propriedade cruzada’. É claro que tem, a legislação nacional muito clara a respeito disso -, afirmou.
— Eu queria ver qual a instituição financeira que vai emprestar dinheiro pra vocês e vai pedir como garantia ao dinheiro que está colocando o título da sua dívida. Quem faria isso? Só quem quiser tomar conta da sua casa. É só olhar o caso do empréstimo da Crefisa ao Vasco da Gama e qual foi a garantia solicitada -, finalizou o presidente do Flamengo.


